terça-feira, 21 de outubro de 2008

O complicado ataca novamente

Não adianta estar numa nova fase se as coisas velhas ainda nos permeiam, e.g.: o complicado. Eita, cara chato, porque diabos ele tem que aparecer quando a gente menos precisa? Não era tão mais simples ficar sem ele por perto? De fato: segue da definição de simples e complicado. Viu só? Estou complicando uma coisa que é muito simples, nem isso, é algo que nem deveria ter sido dito, estão vendo o complicado começar a entrar em ação? Ahh vocês ainda não viram nada, esperem só... Esperem só...


Talvez o complicado esteja presente por causa da abstração e da artificialização dos conceitos. Vou tentar explicar melhor: a abstração é necessária conforme nos desenvolvemos, afinal elementos e circunstâncias concretas não resolvem nossos problemas, é necessária a abstração, sem a qual não seríamos capazes de entender os sistemas com os quais nos envolvemos em geral e com isso obter algum resultado; a parte da artificialização está intrinsecamente ligada à abstração, pois um grande artifício para abstrair é criar um modelo artificial semelhante àquilo com que temos que lidar, processá-lo e assim decidir o que fazer ou mesmo entender o funcionamento daquilo que foi abstraído. Trocando em miúdos: complicamos para tentar simplificar.


Isso funciona bem, caso contrário ninguém faria. No entanto, tal postura acaba se tornando um grande vício, o qual pode atrapalhar muito as nossas vidas e relações. Um bom exercício para tentar se libertar desta mania é imaginar o que uma criança faria, pensaria ou diria. As crianças sempre pensam na resposta mais óbvia e simples possível, a qual nem sempre resolve os problemas, porém no caso em que resolve, é muito melhor pensar assim do que ficar complexificando aquilo que é nada mais que trivial.


Este texto é um exemplo de como complexificar uma pequena observação acerca de algo totalmente inútil e insignificante.

Um comentário:

Celso disse...

Caro amigo, o início da atividade geral de formação de atitudes agrega valor ao estabelecimento do retorno esperado a longo prazo. Não obstante, o acompanhamento das preferências de consumo apresenta tendências no sentido de aprovar a manutenção das diversas correntes de pensamento. O que temos que ter sempre em mente é que a necessidade de renovação processual nos obriga à análise do remanejamento dos quadros funcionais. Assim mesmo, a valorização de fatores subjetivos causa impacto indireto na reavaliação dos conhecimentos estratégicos para atingir a excelência. Percebemos, cada vez mais, que a percepção das dificuldades aponta para a melhoria de todos os recursos funcionais envolvidos.